Silvio Bianchi é Administrador com pós-graduação em Gestão de Organizações Sem Fins Lucrativos pela Universidade Católica de Montevidéu e em Gestão de Pessoas pela FGV. É também Coach Financeiro e diretor da BSB Associados.
 
   

Jogadores e torcedores dentro da empresa

As imagens de jogador e torcedor podem ser aplicadas no âmbito empresarial?

A resposta é sim com certeza e achamos essas duas figuras presentes em todos os níveis das empresas.

O jogador é a pessoa com iniciativa, que procura mudanças, toma riscos, gosta de desafios e é ciente de que não sabe tudo, mas, sabe atrair aqueles que podem ajudá-lo.

É uma pessoa que progride dentro da empresa, cuja performance é geralmente conhecida e requisitada por outras organizações.

Por outro lado, também temos a figura do torcedor, aquele que segue apenas as regras ou as indicações de seus superiores, procura e gosta de rotina, geralmente considera-se vitima das decisões de outros, critica muito de forma velada ou aberta e sugere pouco.

Dentro da linguagem corporativa, eles podem ser chamados de líder e de seguidor.

Mas nem sempre acontece do líder ser sempre líder e do seguidor ser sempre seguidor.

Os líderes são capazes de seguir a outros com mais força, porque ele próprio sabe reconhecer a sua capacidade – ou incapacidade – de liderança e por sua vez, conduzirá seu grupo nesse sentido.

Porém, se nada mudar quem é seguidor vai continuar sendo um seguidor, além de sempre responsabilizar os outros pela sua própria situação. Por que isso ocorre?

Características de personalidade como o medo, a timidez, barreiras culturais, histórico familiar, entre outras, podem ser as causas.
Mas, ser seguidor-torcedor é a sina dessas pessoas? Será que nada pode mudar?

É claro que tudo pode mudar! Especialmente nossa vida que está sob nosso controle absoluto mesmo quando deixamos outros dirigi-la.

Essa mudança normalmente pode ocorrer quando ocorre um acontecimento que provoque alguma reflexão sobre nossa situação. Por exemplo, um filme, um livro, um comentário de um amigo ou de um colega, uma promoção que nunca chega ou um artigo no jornal ou na web – até que poderia ser este artigo!

Esse acontecimento dispara o que John Maxwell chama de fases do processo de crescimento:

  1. Não sei o que não sei
  2. Sei que preciso saber o que não sei
  3. Sei o que não sei
  4. Passo a saber, cresço e isso começa a ficar claro
  5. Avanço por causa do que sei

E como fazer para seguir este processo? Dá para tomar conta dele sozinho? Será preciso solicitar ajuda? Quem pode me ajudar?
A resposta é simples. Um coach pode ajudá-lo a seguir esse processo, atuando como seu guia e parceiro para que você libere seu potencial, aumente sua performance e atinja seu objetivo.
O trabalho de um coach é também o de auxiliá-lo a entrar em ação de forma mais efetiva e com foco, a entender mais sobre sua personalidade, a trabalhar seus pontos fracos e a superar as barreiras que possam impedi-lo alcançar seu sucesso.

Finalmente, um coach pode contribuir com que você deixe de ser torcedor e passe a ser um jogador, afinal, é você quem controla a sua carreira!

 

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